Ainda sou do tempo em que a vida laboral “isenta” dos trabalhadores era tratada no Centro de Trabalho do Partido Comunista, no Largo 4 de Outubro, em Loures. Não sendo este, com certeza, o espaço mais “isento” para o efeito, ao invés do local que agora é proposto pela Secção de Acção Sectorial do Partido Socialista do Município de Odivelas, numa sala dos Paços do Concelho: espaço esse sim, aberto a todos os trabalhadores da Câmara de Odivelas, onde se pretende que para se ser ouvido e considerado trabalhador não seja necessário adquirir determinados objectivos, tal como antigamente eram apresentados sub-repticiamente e que de seguida relembro:
2009 Será, por todos os motivos já conhecidos, um ano de grandes desafios e, certamente, nunca um ano de facilidades. A crise económica mundial exige respostas adequadas.
Será um ano de luta, com propostas politicas firmes e arrojadas, quer para a Europa, quer para Portugal, quer para cada Concelho e Freguesia. Será um ano de três eleições: europeias, legislativas e autárquicas e, num ano onde são vários os momentos de opções e escolhas eleitorais.
Subitamente, em ano eleitoral, qual “Bela Adormecida”, parecem despertar algumas forças prontas para o combate eleitoral, aparentemente revigoradas por um longo “sono” de 4 anos, em que Odivelas nunca viu contributos ou propostas verdadeiramente estruturais para o desenvolvimento deste Concelho.
Durante o corrente mês de Setembro toda a Comunidade Educativa deu inicio a mais um ano lectivo, também no Concelho de Odivelas isso não foi excepção, só que este ano, todos os alunos das escolas do 1º Ciclo do Ensino Básico, compreendidos entre o 1º e o 4º ano de escolaridade receberam de forma gratuita os manuais escolares assim como uma mochila.
Não sendo eu o tipo de pessoa que se surpreende com facilidade, o facto é que, mais uma vez, o Partido Comunista de Odivelas/CDU parece ter retirado um “coelho da cartola” que, a princípio me deixou algo perplexa.
O mesmo PSD e PP que critica hoje em dia a governação do Partido Socialista pelos dados referentes ao tempo de quando eram governo em 2004. O problema é que o tempo passa, e muita gente se esqueceu dos protagonistas desse tempo até eles próprios se esqueceram que tinha sido obra deles o marasmo que se vivia em Portugal em 2004.
As medidas de combate à precariedade a incluir na nova lei laboral, apresentadas pelo Partido Socialista aos parceiros sociais, traduzem uma nova segurança para os trabalhadores, ao mesmo tempo que alivia a carga sobre as empresas. A proposta apresentada pelo Governo relativa à redução da taxa social única, em um ponto percentual por cada trabalhador efectivo, poderá representar uma redução significativa nos custos das empresas com a Segurança Social, tendo em conta o peso da contratação sem termo em Portugal, cujos os últimos dados do INE lhe atribuem o valor de 58% da População Activa.